Uma mãe publicou um depoimento sobre a situação desagradável que viveu com sua filha, que tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), em um supermercado.

Taylor Myers, que fala sobre maternidade na página no facebook Taylor Plus Two, conta que sentiu na pele o julgamento pelo comportamento da menina, Sophie, de 4 anos, que choramingava ao pedir para ela levar salgadinhos e até a xingou na fila do caixa.

Mãe fala sobre filha com TDAH

A filha insistia na birra quando uma desconhecida recomendou que Taylor comprasse logo o que ela queria, para que parasse de chorar e de atrapalhar a fila.

As crianças que têm TDAH, vale lembrar, são hiperativas, impulsivas e têm dificuldade de concentração em qualquer tarefa.

A experiência teria sido mais um episódio de intolerância e de julgamento entre mães, se não fosse um final mais feliz, prova de que a vida é melhor quando há apoio mútuo entre as pessoas.

Em um ato de gentileza, uma mulher se aproximou da menina para distrai-la e,ao mesmo tempo, dar apoio à mãe, que publicou o relato emocionante em seu Facebook:

“Você nunca sabe o que alguém está passando. Você nunca conhece os problemas que uma criança tem que faz com que ela se comporte mal e, ao menos que você conheça a luta de ser uma mãe de uma criança como a minha, você não pode me julgar.

Mas, também é preciso um pequeno ato de bondade para fazer com que uma mãe sinta conforto e validação. Mães devem ficar juntas”.

Relato

O relato de Taylor, que também é mãe de um menino de um ano, Mylo, e cria os dois sozinha, viralizou no Facebook e já tem mais de 525 mil curtidas em sua página pessoal. No texto, ela conta que já está acostumada com o comportamento da menina.

Enquanto estava na fila do supermercado, Taylor tirou um pacote de salgadinhos do carrinho, porque Sophie a havia xingado anteriormente. A menina se agitou e passou a movimentar o carrinho e, então, Taylor ouviu uma mulher dizer: “Pelo amor de Deus, dê um biscoito para ela calar a boca”.

Taylor conta que se sentiu muito mal com a situação já que, com frequência, saía dos supermercados sem levar nada para que as pessoas não se incomodassem com o comportamento de Sophie. Desta vez, entretanto, ela resolveu enfrentar o episódio de intolerância.

“Ela é implacável. Eu sei disso. Eu vivo com isso. Seu TDAH e seu pequeno coração obsessivo entram em cena com coisas que ela acha errado e injusto e isso não para até que ela adormeça ou que alguma coisa muito mais dramática aconteça para desviar a atenção dela para outro assunto.

Eu poderia ter respondido de uma maneira melhor. Eu poderia explicar para ela que minha filha de quatro anos tem TDAH bastante severo, que eu cuido sozinha dos meus filhos, que eu estou fazendo o meu melhor e que não tinha escolha a não ser aguardar finalizar a compra.

Em vez disso, eu ouvi sair da minha boca: ‘ela tem quatro anos e você precisa se importar com sua própria vida’, conta.

Mantive minha compostura até terminar o que estava fazendo e caminhei para verificar se eu conseguia evitar ser vista como ‘aquela pessoa’. A pessoa com a criança que se comporta mal. A pessoa que parece preguiçosa porque está ignorando o comportamento. A pessoa que sabe fazer qualquer coisa, mas que ignorá-la só vai complicar as coisas.

No momento em que cheguei à saída, as lágrimas caíram no meu rosto. Eu perdi. Estou com raiva, meus sentimentos estão feridos, estou ofendido, e estou triste por não ter uma boa experiência em uma loja com meus filhos.

Enquanto eu arrumava minhas coisas, uma mulher começou a conversar com Sophie. Ela fez perguntas para distraí-la, mas me apoiou quando Sophie insistiu em pedir o salgadinho.

‘Não, você não pode tê-lo hoje. Você deve ser boa para sua mãe. Ela precisa que você seja boa para ela. Eu tenho uma garotinha como você. Quantos anos você tem? Quantos anos tem seu irmão?’.

Honestamente, essa mulher poderia ser o anticristo e eu teria mais apreço pela bondade e compaixão com ela do que por qualquer outra pessoa que já encontrei.

Precisa só de um comentário para destruir uma pessoa. Mas, você nunca sabe o que alguém está passando.

Você nunca conhece os problemas que uma criança tem que faz com que ela se comporte mal e, ao menos que você conheça a luta de ser uma mãe de uma criança como a minha, você não pode me julgar. Mas, também é preciso um pequeno ato de bondade para fazer com que uma mãe sinta conforto e validação. Mães devem ficar juntas”.

Fonte: vix
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